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Saúde sente os impactos do aumento do dólar

 

Expansão de leitos e empreendimentos hospitalares, aquisição de materiais cirúrgicos e contratações na área da saúde são consequências do impacto da moeda

 

Custando perto de R$ 3,15, o dólar tem impactado a vida de diversas pessoas. Além disso, as empresas de diversos seguimentos viram-se acuadas pelo aumento da moeda e com as medidas tomadas pelo governo. Entre os vários setores, a saúde é um segmento que sofre com a situação e estuda medidas para diminuir as consequências causadas pela subida do dinheiro norte-americano.

 

Dados divulgados pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) preocupam os gestores de hospitais. Os números indicam que o dólar acima de R$ 3,00 representa um aumento de 25% nos custos hospitalares. “Este é um momento difícil, é preciso muito planejamento, reflexão, fazer contas e buscar informações qualificadas antes de tomar a decisão”, alerta a professora da IBE Conveniada FGV especialista em Desenvolvimento Organizacional e mestre em Qualidade, Rita Ritz.

 

Os gastos com materiais utilizados nas cirurgias também preocupam o setor. A maioria desses equipamentos são importados e, com o aumento da moeda, os investimentos tornam-se maiores e acabam dificultando a expansão dos empreendimentos e leitos hospitalares.

 

O volume de empregos também mostra sinal vermelho. No ano passado, houve um aumento de 13,5% em relação a 2013, chegando a 105,7 mil empregos. Com a situação atual e desaceleração da economia, esses trabalhadores podem ser diretamente afetados. Em 2014, o setor foi responsável por 27% dos empregos gerados no país. Metade foram em atividade de atendimento hospitalar. Se a expansão dos hospitais não for contínua, as contratações no setor podem também diminuir.

 

A nova realidade do câmbio e o fraco desempenho econômico do país em 2014 deixaram as perspectivas para esse ano pouco animadoras. A perspectiva para os próximos anos continuam negativas. Até 2016, o setor precisará de R$ 13,7 mil novos leitos, caso a população de beneficiários dos planos de saúde cresça apenas 2,1% ao ano. Ao custo de US$ 150 mil por leito, essa expansão exigiria US$ 1,9 bilhão. Certamente a alta do dólar é um dos grandes fatores que podem retardar esse investimento.

 

Para o economista da IBE Conveniada FGV, Múcio Zacharias, a situação preocupa e deve se tornar ainda mais séria. “Com a situação grave e instável, o dólar deve continuar subindo, tendo já superado em muito a marca dos R$ 3,00. Quanto ao dólar turismo, a variação deve chegar a R$ 3,30 este ano. Nesse momento, só nos resta torcer pela melhora da situação econômica brasileira para amenizar os impactos dessa desvalorização do Real”, diz Zacharias.

 

Com informações da Anahp.

 

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