Quarentena

Diante da emergência sanitária mundial contra o novo coronavírus, as autoridades brasileiras têm estabelecido diversas regras e normas para o funcionamento de serviços de saúde e essenciais, além da elaboração de estratégias para a retomada consciente e segura da economia.

O boletim de Saúde emitido pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, nessa última quarta-feira, 03 de junho, revela que o estado de São Paulo já somou 8.276 mortes e 123.483 infectados ela Covid-19. Dos óbitos, 4.794 eram homens e 3.482, mulheres. Em 24 horas, o estado de São Paulo registrou 282 novos óbitos e 5.188 novos casos da doença.

Na tentativa de frear esses preocupantes e tristes números, a equipe do governador, João Dória, estendeu a quarentena para todo o estado, até o dia 15 junho, instituindo o chamado “Plano São Paulo”, sob o decreto 64.994, publicado no Diário Oficial.

A medida foi divulgada por Dória, em entrevista coletiva, no fim de maio. Mas você sabe como vai funcionar a quarentena inteligente no estado de São Paulo? Adotada com o objetivo de inibir a aglomeração de pessoas e controlar a proliferação do novo coronavírus, o plano de ação também dá o tratamento uniforme para as medidas restritivas em cada município. Abaixo, confira os detalhes:

Desde o dia 1º de junho, índices de ocupação hospitalar e de evolução de casos em 17 regiões do estado estão definindo o andamento de cinco níveis restritivos de retomada produtiva. Os indicadores de cada DRS (Departamento Regional de Saúde) determinam as possíveis fases de reabertura de atividades econômicas não essenciais.

Esses níveis seguem critérios médicos e epidemiológicos de forma a assegurar que o sistema de saúde continue em pleno funcionamento, sendo: a média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para COVID-19; número de leitos UTI COVID-19 por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior.

Vale lembrar que estas são expectativas, e que se a cidade demonstrar piora no índice de contaminação e não conseguir alcançar o patamar de diminuição do contágio em 14 dias consecutivos, a fase será paralisada ou retrocedida a etapa anterior.

A cidade deve ter isolamento mínimo de 55%, redução do número de casos por 14 dias, desocupação dos leitos de UTI com índice de 60%. Ao todo, serão cinco fases que vão liberando os serviços gradativamente.

Segundo os dados do Comitê responsável pelo plano de ação, 11 cidades já estão na fase 2 de retomada, incluindo o município de São Paulo. A Grande São Paulo, a Baixada Santista e o município de Registro ainda permanecem na fase 1. Na fase 3, estão as cidades de Bauru, Araraquara, São Carlos, Barretos e Presidente Prudente. Em cada etapa há normas e diretrizes específicas.

Dados compilados e divulgados pelo governo, entre os dias 26 de maio e 2 de junho apontam melhora em três dos cinco critérios na média estadual. A taxa de ocupação de leitos de UTI caiu de 73,5% para 72,4%, o número de vagas por 100 mil habitantes foi de 11,8 para 13,3 e as internações decresceram três pontos percentuais. Com a ampliação da testagem, houve aumento na índices de casos (61%) e de mortes (23%) por COVID-19.

 

Confira as fases da quarentena inteligente

Fase 1 – acontecendo desde o dia 01/06, é a fase vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais. Reabertura de comércios com área de até 400 m², mesmo que estejam dentro de shoppings;

Fase 2 – a partir de 20/06, cor laranja: é considerada uma fase de controle, possibilidade de aberturas com restrições. Reabertura de lojas maiores com área superior a 400 m², mesmo que estejam dentro de shoppings;

Fase 3 – amarela, a partir de 01/07: abertura de um número maior de setores. Reabertura de hotéis, pensões e demais acomodações;

Fase 4 – a partir de 20/07, cor verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3. Volta de academias, cinemas, shows, cultos religiosos, missas, teatros, parques, creches, escolas e universidades.

Fase 5 – azul: fase onde a situação será considerada como normal/controlada. Todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.

 

O que pode permanecer aberto durante quarentena?

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal;

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local;

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis;

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais;

– Segurança: serviços de segurança pública e privada;

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

– Construção civil e indústria: sem restrições.

 

Fonte:

www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/planosp

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/06/estado-de-sao-paulo-tem-mais-de-8200-mortes-por-covid-19.shtml

 

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