Setor Automotivo

A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus atingiu fortemente o setor automotivo. Isso porque, nos últimos três meses, a produção acumulada de veículos apresentou uma queda de 50,5% quando comparado com o mesmo período de 2019, totalizando 729,5 mil veículos. É o que mostra o levantamento realizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado na manhã desta segunda-feira (06).

De acordo com a associação, seguindo as projeções econômicas para o país no segundo semestre, a expectativa é a de que o volume do setor automotivo fique 45% inferior em 2020, sendo produzidos, ono total, 1,6 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

“Trata-se de uma estimativa dramática, mas muito realista com base no prolongamento da pandemia no país e na deterioração da atividade econômica e renda dos consumidores”, diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea em nota enviada à imprensa.

Ainda, segundo o líder da associação, embora em junho a produção tenha aumentado 129,1% em comparação à maio, com o volume de 98,7 mil unidadades, o patamar ainda está muito aquém do que o setor registrava. Se comparado com o mesmo mês de 2019, por exemplo, a produção foi cerca de 60% inferior.

Expectativa para 2020

Segundo a Anfavea, a perspectativa de produção no mercado interno é de 1.675 milhão de unidades vendidas no ano, o que representaria uma queda de 40%.

Já em relação à exportação, a expectativa é de 200 mil unidades – retração de 53%. Apenas no mês de junho, as exportações fecharam em 19,4 mil unidades. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o volume ficou em 119,5 mil unidades, 46,2% abaixo do volume de 2019.

A análise também considera a variação de estoques e as importações de veículos. Com o licenciamento de 132,8 mil unidades em junho, o acumulado do semestre foi de 808,8 mil autoveículos, recuo de 38,2% sobre o mesmo período de 2019.

“A situação geral da indústria automotiva nacional é de uma crise maior que as enfrentadas nos anos 80, 90 e essa mais recente de 2015/16″, diz Moraes. “Ela veio num momento em que as empresas projetavam um crescimento anual de quase 10%. Um recuo dessa magnitude no ano terá impactos duradouros, infelizmente. Nossa expectativa é que apenas em 2025 o setor retorne aos níveis de 2019, ou seja, com atraso de seis anos”, conclui o presidente da associação.

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Fonte: CNN Brasil

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