Platô_quarentena é Prorrogada

A quarentena no estado de São Paulo foi prorrogada do dia 15 para 30 de julho.

O governo de São Paulo avalia que o estado o começou a entrar no platô, uma estabilidade seguida de diminuição moderada de casos e mortes, da pandemia de covid-19, conforme anúncio realizado hoje (10), pelo governador João Doria. A notícia não significa um relaxamento, mas um sinal de atenção redobrada para manter a situação, informou ele.

O estado atingiu hoje a sua menor taxa de letalidade, desde o início da pandemia. A taxa, que aponta a gravidade da doença calculando a proporção de óbitos sobre o total de casos, está agora em 4,9%. Segundo informações do governo na atualização desta sexta-feira do Plano São Paulo, programa que faz a retomada da economia e controle da pandemia, 10 regiões avançaram de fase.

Apenas quatro regiões permaneceram na fase vermelha: Araçatuba, Franca, Ribeirão Preto e Campinas.

“Estamos ingressando numa fase de platô, depois de um longo período enfrentando o pico, não apenas na capital, como em todo o Estado de São Paulo, estamos ingressando no platô. Isso não significa relaxamento, distensão total e absoluta. Significa atenção redobrada para mantermos o platô em todo o Estado de São Paulo e o controle sobre a doença”, afirmou o governador em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. No início de julho, o governo paulista já avisava sobre a possibilidade de alcançar um platô na capital do estado.

Veja o mapa das fases no estado de São Paulo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Índices reagem na 1ª prévia de julho de 2020

 

Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 1,18% no primeiro decêndio de julho. No primeiro decêndio de junho, este índice subira 1,36%. “A inflação ao produtor continua pressionada, mas registra desaceleração em comparação a junho. A descompressão registrada no IPA foi influenciada por produtos industriais (2,33% para 1,62%).

Uma das contribuições partiu da gasolina, cujos preços avançaram menos que na prévia de junho, passando a variação de 30,29% para 11,79%. Já os preços dos produtos agropecuários mantiveram-se relativamente estáveis com alta de 1,40%, ante 1,36% na primeira prévia de junho. Os destaques deste grupo foram soja (2,21% para 6,29%) e bovinos (0,84% para 6,37%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,56% no primeiro decêndio de julho. No mesmo período do mês de junho, o índice variou 2,06%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 0,21% em julho, após subir 2,21% em junho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 1,19% para -12,88%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 1,13% no primeiro decêndio de junho para 1,78% no primeiro decêndio de julho. Este avanço foi influenciado pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 4,35% para 9,21%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de 2,81% no primeiro decêndio de junho para 2,67% no primeiro decêndio de julho. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (6,53% para 0,90%), cana-de-açúcar (3,23% para 0,04%) e arroz em casca (10,97% para 0,05%). Em sentido oposto, vale citar soja em grão (2,21% para 6,29%), bovinos (0,84% para 6,37%) e leite in natura (-1,47% para 3,66%).

Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou de -0,26% no primeiro decêndio de junho para 0,47% no primeiro decêndio de julho. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-0,90% para 1,65%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -3,14% para 5,07%.

Também foram computados acréscimos nas taxas de variação dos grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,87% para 0,90%), Habitação (-0,16% para 0,07%), Comunicação (0,00% para 0,55%), Vestuário (-0,58% para -0,42%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,17% para 0,24%) e Despesas Diversas (0,03% para 0,05%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-7,72% para 15,96%), móveis para residência (-2,43% para -0,28%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,00% para 1,13%), calçados (-1,56% para -1,10%), medicamentos em geral (-0,14% para 1,27%) e conserto de bicicleta (0,00% para 1,09%).

Em contrapartida, apenas o grupo Alimentação (0,12% para 0,02%) registrou decréscimo em sua taxa de variação. Esta classe de despesa foi influenciada pelo comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 1,16% para -9,36%.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,19% no primeiro decêndio de julho, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice foi de 0,27%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de junho para o primeiro decêndio de julho: Materiais e Equipamentos (0,76% para 0,50%), Serviços (-0,09% para 0,03%) e Mão de Obra que não variou pelo quarto mês consecutivo.

Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,60% em junho de 2020, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia registrado taxa de 1,07%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,54% no ano e de 7,84% em 12 meses. Em junho de 2019, o índice havia subido 0,63% e acumulava elevação de 6,04% em 12 meses.

“O IGP-DI encerrou o segundo trimestre com alta acumulada de 2,74%. Entre os índices componentes, o maior destaque coube ao IPA, que no mesmo período subiu 4,14%. Nesse indicador, vale destacar, as altas acumuladas para minério de ferro (26,09%), soja (17,79%) e carne bovina (7,86%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,22% em junho, após variar 1,77% em maio. Na análise por estágios de processamento, o grupo Bens Finais subiu de 1,24% em maio para 1,78% em junho. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 5,89% para 20,61%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,31% em junho, contra 0,90% em maio.

 

Fontes: FGV e Governo do Estado de São Paulo

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