Executivos à prova de crise

Executivos à prova de crise

A grande maioria dos profissionais que participa dos nossos processos seletivos está empregada. Você poderá fazer diversas inferências mas o que eu quero ressaltar é que isto é um fato.

Desde que me tornei recrutador, sempre foi assim. Tanto nos momentos de mercado mais aquecido, como nos momentos de menor aquecimento, como agora.

É difícil apontar o quê os executivos “à prova de crise” possuem que os fazem ser tão desejados pelo mercado, independentemente se há crise ou não.

Que as empresas querem resultados todos sabemos, mas não é qualquer resultado. Empresas – essencialmente – contratam executivos e isto significa profissionais para executar.
Planos mirabolantes e incrivelmente complexos – de maneira geral – ficam a cargo de consultorias. Elas podem ser de auditoria, de planejamento estratégico, recrutamento, fiscal e tributário ou para mapear gargalos operacionais.

O segredo não está no plano mirabolante e sim em como fazê-lo virar realidade na empresa, que conta com egos, politicagem, cultura organizacional e disputa de poderes. Quem consegue fazer, é um executivo de destaque.

E ao fazer, é preciso explicar o que fez e onde a empresa ganhou, porque só fazer sem explicar os ganhos obtidos não adianta. Se você não sabe como traduzir seu trabalho na organização, você está morto. Traduzir é colocar a informação que todo mundo vê em um formato que nunca ninguém pensou e destas relações fazer a diferença.

Já se viu preso a um board de indicadores que simplesmente não lhe dizem nada? Nada mais comum nas empresas do que rotinas e imensos esforços escravos de indicadores que na verdade não dizem nada de relevante.

As campeãs são as áreas cujos executivos têm maiores dificuldades com números e é frequente escutar reclamações de alguns que afirmam que há realidades de algumas áreas que não podem ser medidas.

A não medição poderá conferir ao trabalho uma característica acadêmica, artística ou mesmo baseada em alguma intuição. Pode dar certo para alguns mercados e algumas empresas. Algumas.
E se alguém passar a medir o que antes era imensurável, vai ser o novo executivo destaque da área.

A combinação de quick wins, saber que nas áreas e funções desmerecidas como “operacionais” escondem-se imensas jóias, identificar rapidamente onde fechar a torneira e onde abri-la mais (mesmo em tempos de crise), fará toda a diferença para a empresa.

Executivos que tem a habilidade de fazer estas combinações são como magos. Muitos valem fortunas, e mesmo caros se tornam muito disputados. São aqueles que trazem maneiras de medir tudo o que antes de sua chegada parecia impossível. E por medir o que antes parecia impossível, passam a ter valores “imensuráveis” junto ao mercado. Pareceu contraditório? Assim é o mercado, seja bem-vindo!

Fonte: Exame; Marcelo Cuellar

 

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