Educação Profissional

Educação profissional

Motivo de vulnerabilidade entre os jovens

A falta de educação profissional no Brasil e na maioria dos países do mundo é um dos principais problemas que fazem os jovens terem dificuldades para sair do desemprego, segundo o diretor regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na América Latina e Caribe, José Manuel Salazar-Xirinachs. Ele defendeu que o desenvolvimento dos países deve ser inclusivo e destacou o papel de instituições como o Senai na educação profissional, durante entrevista concedida na abertura da Conferência Internacional de Educação Profissional, realizada em Curitiba (PR).Salazar participou do painel de abertura da conferência, com tema “Educação Profissional, Competitividade e Inovação”, que foi mediado pelo presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, e ainda teve a participação do diretor do Sesi e Senai Departamento Nacional, Rafael Lucchesi, e da pesquisadora especialista da OIT de Genebra (Suíça), Irmgard Nubler.

Para o diretor regional da OIT, se a formação profissional for baixa em relação à demanda e à necessidade dos jovens, a empregabilidade se torna baixa. Ele cita o fato de as taxas de desemprego entre os jovens ser três vezes maior do que as dos adultos, em quase todos os países. “Há outros obstáculos, mas um deles é que são os jovens que não foram beneficiados por uma educação dual, de uma educação no lugar de trabalho, e então se entra num círculo vicioso, porque os empregadores não os contratam porque os jovens nunca trabalharam em uma empresa e então não se faz a transição da escola para o mundo do trabalho”, comenta.

Ele destacou a atuação de instituições que incentivam a educação profissional na América Latina e no Caribe, dentre elas o Senai e o Sistema S como um todo. Salazar menciona que o Brasil tem liderado na América Latina, com seu potencial, o investimento em parques tecnológicos. “Há um grande respeito pelo Senai e pelo Sistema S e pelo que se tem feito no Brasil e o que se continua fazendo”, diz, sobre a participação das entidades nesse processo.

Desenvolvimento

Em geral, o desenvolvimento econômico, na opinião de Salazar, tem seguido uma agenda inovadora em três diretrizes para trazer bem-estar e garantir empregos de qualidade para a população: que o desenvolvimento seja duradouro, com metas para dez ou vinte anos; que seja inclusivo e que, dessa forma, proporcione mobilidade social, redução da pobreza e de desigualdades sociais; e que tenha sustentabilidade, com preocupação com a preservação do meio ambiente. “A grande riqueza dos países não está no subsolo, mas está nas pessoas. Isso equivale a uma revolução econômica e social”, afirma.

Sobre a crise econômica do Brasil e a desaceleração pela qual passam outros países da América Latina, o diretor regional da OIT cita um estudo que mostra os efeitos da desaceleração e retração no mercado de trabalho. “Claramente a desaceleração está impactando em um aumento da pobreza, no aumento da informalidade, na redução da qualidade de empregos. É fundamental encontrar as formas de recuperação”, acrescenta. Ele reforça, entretanto, que a principal característica da crise brasileira está em questões políticas e que o país possui potencial de desenvolvimento.

Fonte: Profissional de negócios

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