Dia Das Mães

Acordar, fazer o café da manhã, tomar banho, se arrumar, participar de uma reunião por Skype com o chefe ou cliente, fazer o almoço, dar atenção às atividades escolares dos filhos, brincar com as crianças, compartilhar a rotina com o marido… Esse tem sido o dia a dia das mães, que por conta da quarentena estão vivendo uma verdadeira maratona dentro de casa. “Sinto a mãe e a profissional se encontrando nos corredores. Um eterno se vira nos 30”, conta a consultora de vendas, Clara Ramalho.

Por conta do isolamento social, a modalidade home office tornou-se mais difícil para as mulheres que são mães, pois com todos os moradores em casa, a rotina fica mais exigente e o número de responsabilidades para elas é muito maior. “Temos uma grande diferença entre ‘home office comum’ e home office durante a quarentena. A mente fica dividida em várias tarefas”, explica a psicóloga, coach e gerente de recursos humanos da IBE Conveniada FGV, Haluana de Castro.

Segundo a psicóloga, o grande segredo para que as mulheres mães consigam lidar com todas essas tarefas é o planejamento das atividades. “É importante dividir as tarefas da casa por dia. Imprevistos são inevitáveis, se tivermos uma rotina planejada, essas interferências serão resolvidas com mais facilidade”.

E é exatamente isso que tem feito a auxiliar financeira, Ana Kelly Couto, que sentiu os impactos da nova rotina, mas conseguiu se adaptar e conciliar as atividades. “Fiz um cronograma para ter disciplina e realizar as tarefas, como não preciso me deslocar tenho me sentido menos cansada e isso tem aumentado a minha produtividade. Nós, mães, precisamos ter todas habilidades por necessidade de adaptação evolutiva”.

Para as mães com filhos pequenos, o desafio parece ser ainda maior, pois a criança requer atenção em tempo integral. Nesses casos, ter alguém para ajudar em casa, que não faça parte do grupo de risco, pode ser considerado o ideal. “Essa nova realidade tem sido uma experiência muito corrida. Na parte da manhã, minha dedicação tem sido para o meu filho e para casa, e na parte da tarde eu trabalho e ele fica com a minha irmã. Porém, tem dias que ele só quer minha atenção, com isso, tenho que trabalhar no período da noite”, comenta Thaís Lima, que trabalha no departamento acadêmico da IBE e é mãe do Lorenzo de 1 ano e 6 meses.

A cobrança interna também é um dos grandes desafios enfrentado por essas mulheres, mas mesmo com a sobrecarga de trabalho, vale lembrar que em meio a tantas tarefas, é necessário encaixar um tempo para respirar e fazer atividades prazerosas como, se cuidar, ler um livro, assistir TV, ouvir uma música.

“Não é fácil fazer tudo acontecer, ser totalmente focada todos os dias. Nem sempre tudo sairá perfeito, mas tento me planejar o meu dia para ser bem produtivo. Apesar de toda a situação caótica para a humanidade, vejo que estou adquirindo experiência para melhorar a minha rotina e a qualidade de vida após a pandemia”, exemplifica a gerente Amanda Ferreira.

Na empresa, para que essas mulheres se sintam acolhidas, a empresa implantou a WorkPlace, uma ferramenta muito parecida com uma rede social, onde as profissionais conseguem se distrair, usando uma linguagem mais informal, trocando experiências, compartilhando atividades, links com filmes, cursos e treinamentos.

“O home office durante a pandemia é uma experiência muito diferente, pois tenho que organizar as refeições, dar atenção ao filho e focar nos resultados, dentro do mesmo ambiente, a minha casa! Tem sido desafiador, mas gratificante, pois consigo aumentar minha presença na vida do meu filho”, comenta a gerente Nubia Paulino.

 

Expectativas para o Dia das Mães

Em tempos normais, fora de pandemia, os shoppings estariam cheios de pessoas em busca de presentes para o mamães que terão o seu dia celebrado nesse domingo, 10 de maio, mas nas atuais circunstâncias, o presente que demonstra afeto é aquele que pouco tem a ver com o preço, mas sim, com o valor.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas do Dia das Mães 2020 devem sofrer um impacto de até 60% de queda. Em outras palavras, a segunda data mais importante do ano para o comércio sofrerá um impacto de vendas muito complicado, faturando menos do que a metade que faturou em 2019. Expectativa um tanto complexa para um mercado que já teve redução de 31,6% na Páscoa, segundo a mesma fonte.

 

IBE Conveniada FGV

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