4 Coisas Que O Futuro Do Trabalho Não Será Em 2021

Com o desejo de restabelecer um pouco da rotina anterior à pandemia, muita gente está se perguntando qual seria, afinal, esse novo normal. É claro que trabalho, saúde e finanças não voltarão ao mesmo patamar de 2019, mas também não serão como em 2020. Muitos capitalistas de risco e empreendedores de tecnologia estão prevendo uma transformação radical permanente na forma como as pessoas trabalham, enquanto os maiores empregadores dos Estados Unidos têm mais nuances em sua visão de um mundo pós-Covid.

Com tantas mudanças no dia a dia, é impossível determinar o que exatamente o futuro do trabalho reservará no curto prazo. No entanto, conversando com líderes que detêm as chaves para as maiores e mais influentes forças de trabalho em território norte-americano, é possível discernir como o futuro do trabalho não será em 2021. Como diz Joe Bosch, ex-diretor de recursos humanos da DIRECTV, “qualquer um que pense que os próximos seis meses serão mais fáceis do que os últimos seis meses está enganado”. Para o bem ou para o mal, certamente não será o que muitos esperam.

Quando os novos livros de história forem escritos, 2021 será considerado um momento crítico de transição para uma economia mais inspirada na tecnologia. Embora a pandemia tenha acelerado a mudança em direção a um futuro de trabalho mais digital, distribuído e orientado por dados, os empregadores têm a capacidade de definir o caminho a seguir para seus funcionários. No entanto, para traçar um caminho promissor, é necessário reconhecer o estado atual do trabalho, que não é otimista. O desafio que temos pela frente vale a pena, pois determinará o bem-estar das próximas gerações.

Veja, na galeria de imagens a seguir, 4 coisas que o futuro do trabalho, definitivamente, não será em 2021:

1. O futuro do trabalho não é 100% remoto

A promessa de um emprego distribuído inclui a capacidade de morar em qualquer lugar e ainda trabalhar para a empresa dos seus sonhos. A realidade de estar remoto é muito menos glamourosa e o impacto de longo prazo na saúde da equipe, nos resultados, nas trajetórias de carreira e no poder de ganho permanece desconhecido. Embora seja impossível ignorar os benefícios de horários flexíveis e controle de sua própria programação, a necessidade de conexão social, colaboração e criatividade é inegável.

A carência por certezas levou muitos líderes a assumirem compromissos de longo prazo com novas formas de trabalhar, mas Mala Singh, Chief People Officer (CPO) da Electronic Arts, prevê: “As empresas que publicaram declarações ousadas durante a pandemia sobre como operar podem ter que rever o curso nos próximos três ou cinco anos”. Em vez disso, os empregadores estão mudando para um modelo de escritório invertido, que é um híbrido de trabalho individual em seu próprio ritmo e local, juntamente à colaboração e criatividade. Isso permite o melhor em ambientes flexíveis com a magia do trabalho pessoal.

2. O futuro do trabalho não é fazer declarações ousadas sobre diversidade, equidade e inclusão

Diversidade, equidade e inclusão ocuparam o centro das atenções em 2020, quando os EUA finalmente precisaram enfrentar a terrível realidade de pessoas negras no país, tanto na vida cotidiana quanto profissional. Muitos empregadores responderam fazendo doações, declarações e compromissos de longo prazo com a mudança. No entanto, como Diane Gherson, ex-diretora de recursos humanos da IBM, afirmou com propriedade: “A conversa sobre DEI veio para ficar e não vai ser fácil”.

Neste momento, existem orçamentos plurianuais significativos comprometidos com essas iniciativas, e este será um ano crítico para implantá-los de forma eficaz e fazer mais do que simplesmente mudar os candidatos. “Agora, mais do que nunca, trata-se de considerar a dimensão da diversidade em todas as decisões de negócios. Como isso é valioso para o produto, para o design? Como a representatividade pode ajudá-lo a competir e vencer no mercado?”, provoca John Renfro, ex-diretor de recursos humanos da Disney e Capital Group.

3. O futuro do trabalho não se preocupa com os custos dos benefícios concedidos aos colaboradores

Embora o choque econômico do ano passado tenha congelado novos gastos, ele também revelou dados que demonstram o impacto dos benefícios que geram bem-estar à força de trabalho. Quer seja mental ou financeiro, “precisamos melhorar o tecido social de apoio aos funcionários”, afirma Hayagreeva “Huggy” Rao, professor de comportamento organizacional e recursos humanos na Universidade de Stanford.

Mesmo que isso signifique custos mais altos por funcionário no curto prazo, o impacto no engajamento, produtividade e retenção é inegável. “É imperativo que o CEO e o Conselho garantam que a equipe e suas famílias tenham acesso aos recursos e conhecimentos que precisam para ter bem-estar mental. As apostas são altas e os empregadores estão trabalhando duro para acertar”, destaca Michael Ross, ex-diretor de recursos humanos da Visa.

4. O futuro do trabalho não é a contratação de novos talentos

Milhões de empregos foram perdidos em meio à pandemia, e a triste realidade é que muitos não voltarão. Será tentador para os empregadores simplesmente restabelecer funções anteriores, mas a aplicação de novas tecnologias em nome da segurança catalisou a automação em todos os setores. Em vez disso, o foco deles mudará para dentro, fazendo um inventário dos talentos que possuem e descobrindo como transformá-los no que precisam. “Ter um estoque estático de habilidades é como ter um estoque estático de produtos. Isso deveria ser impensável”, comenta Diane Gherson, ex-diretora de recursos humanos da IBM. “Estamos nos afastando do conceito de empregos para o de trabalho, que exige a redefinição das pessoas de currículos para habilidades.”

Isso aumenta a necessidade de melhores dados conectando equipes, competências e o negócio principal. Jolen Andersen, diretor de recursos humanos do BNY Mellon, diz: “Precisamos inverter a ordem em que as coisas são feitas no que diz respeito à força de trabalho. Primeiro, precisamos nos envolver, colaborar, avaliar e, em seguida, treinar”.

Embora a tecnologia possa parecer a causa principal desses desafios, também é uma grande parcela de um caminho mais produtivo à frente. Renfro enfatiza: “Agora podemos nos concentrar em criar uma experiência colaborativa mais positiva, reforçando as oportunidades para um trabalho mais interessante e impactante, desenvolvendo habilidades competitivas para as futuras carreiras”.
Fonte: Forbes

Your compare list

Compare
REMOVER TODOS
COMPARE
0